Manufacturing Dissent
A irritação começou quando numa das cenas de Bowling For Columbine o realizador Michael Moore enfrenta Charlton Heston com uma fotografia de uma das inúmeras vítimas do armamento doméstico legal americano.
Digamos que não é a fotografia a arma (irónico) que intimida mas sim a câmara ou as câmaras que seguem Mr. Moore.
Numa das cenas de promoção desta nova grande produção Mooriana, Mr. Moore de um barco pejado de cidadão (vítimas de um sistema de saúde deficitário) munido de megafone, fala para a base de Guantanamo (acto corajoso) naquilo que aparenta ser mais um gratuito ataque à administração americana, especialmente a Mr. Bush.
Parece que através da estratégia “do puxar a lagriminha” Mr. Moore é capaz de conduzir uma verdadeira legião.
Se o barco se afundasse ao largo de Cuba, a situação faria lembrar o naufrágio de um daqueles galeões, das histórias de piratas, carregado de dobrões de ouro…não fossem estas chamadas de atenção à opinião pública nada mais que uma excelente estratégia para fortalecer uma já considerável fortuna.
É bom questionar o sistema, é no entanto má a imparcialidade e no fim de contas, após tudo somadinho, não será este senhor um oportunista que enriquece às custas das desgraças alheias?
Não vou ver o “Sicko” mas lamento ter perdido este “Manufacturing Dissent” que passou há pouco tempo no Doc.

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