Carrie On Ice

Deveremos recriminar uma pessoa por ter como ambição máxima ser telespectador profissional? Não do tipo de quem faz parte de uma plateia de um programa televisivo. Esses, tecnicamente, não são telespectadores – é preciso sair de casa, ir para o estúdio, bater palmas, e o zapping é impossível o que retira todos os magníficos poderes ao telespectador.
A televisão de manhã é terrível. A árvore das patacas perdeu a sua formalização abstracta para se transformar numa “coisa” chumbada à admissão ao cenário das Chiquititas.
Salvo umas pérolas por cabo como Scrubs, Family Guy ou Os Simpsons (vintage ou as séries mais actuais), tudo nos empurra para a rua ou horror dos horrores: para o trabalho!
Mas um verdadeiro junkie suporta a coisa.
Se o Lars Von Trier anda a fazer trilogias sobre um país que nunca visitou, também eu começo a achar que o mundo está dentro desta caixa cada vez mais plana (lembram-se dos vilões do Superman e de como foram aprisionados?). Então…porquê continuar a resistir?!
É bom termos pequenas metas: à sexta sai a Ípsilon, ao sábado lemos o Expresso, segunda é dia de Weeds e à terça repetem a Anatomia de Grey. Todas as noites da semana temos A Letra L, que apesar da péssima música do genérico, da Pam Grier obesa e dos clichés visuais e comportamentais acaba por valer bem a pena. É óbvia e amplamente debatida a ausência de “perneiras” de lã na Jennifer Beals, mas a rapariga agora tem um Richard Prince em casa e conhece gente nos jantares em honra do Matthew Barney. People change! É o poder das palavras, ou simplesmente das letras.
E falando em letra L agora há também Men In Trees. Ainda é cedo para concluir mas a protagonista tem qualquer coisa decalcado da Carrie Bradshaw. Por enquanto só fala sozinha, estará o Mac para breve? Mas também...para quê andar por aí com um iPod quando se pode fazer um relato “para dentro” da nossa vida!

1 Comments:
volta lá que andas desaparecido!
também vi!,a provincia na televisão até parece bem!
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